A jaqueta usada para enterrar o vocalista do Mamonas Assassinas, Dinho, foi encontrada intacta dentro do caixão após o corpo do artista ser exumado na última segunda-feira (23/2), no Cemitério Primaveras, em Guarulhos. Em 2026, o cantor completará 30 anos de falecido.
“A jaqueta estava ali há 30 anos e parecia que tinha sido colocada ontem”, disse o primo de Dinho e CEO da marca Mamonas, Jorge Santana.
“Foi, para mim, o momento mais impactante de tudo. A jaqueta foi algo inusitado e, por estar em bom estado e não estar junto aos restos mortais, pensamos em mantê-la exposta no memorial. Possivelmente vamos deixá-la exposta. Ela vai ser tratada e emoldurada. Foi um momento complicado, difícil, mas a gente passou junto“, acrescentou.
Três décadas após o acidente aéreo que encerrou a trajetória dos Mamonas Assassinas, os familiares dos músicos do grupo autorizaram a exumação dos corpos para que parte das cinzas sejam usadas no no plantio de cinco árvores no BioParque Cemitério, em Guarulhos, cidade em que o grupo foi formado.
A novidade veio à tona na última semana. A ideia é que as cinzas de Dinho, Bento Hinoto, Sérgio Reoli, Júlio Rasec e Samuel Reoli se transformem em um gesto simbólico de continuidade e preservação ambiental, sendo incorporadas às sementes de espécies nativas, acompanhadas por especialistas responsáveis pelo desenvolvimento das mudas.
Relembre a tragédia
A morte dos integrantes dos Mamonas Assassinas ocorreu em 2 de março de 1996, quando o avião Learjet que transportava a banda caiu na Serra da Cantareira, na Grande São Paulo, pouco antes do pouso. A tragédia interrompeu de forma abrupta a carreira meteórica do grupo, que havia se tornado um fenômeno nacional em poucos meses, marcando profundamente a música brasileira dos anos 1990.

Nenhum comentário:
Postar um comentário