Polícia fecha fábrica de adulteração de cervejas na Zona Sul de SP; 31 pessoas foram presas - David Gouveia Notícias

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19/01/2024

Polícia fecha fábrica de adulteração de cervejas na Zona Sul de SP; 31 pessoas foram presas

Vizinhos narraram que a fábrica clandestina funcionava 24 horas por dia, com grande fluxo de caminhões.


A Polícia Civil de São Paulo fechou na noite desta quinta-feira (18) uma fábrica clandestina de adulteração de cervejas na Zona Sul de São Paulo.

A descoberta foi feita no Jardim Ângela, onde os policiais do 2° Distrito Policial, do Centro, flagraram 31 pessoas trabalhando na adulteração das bebidas.

No local, os investigadores encontraram rótulos e tampas de marcas líderes de mercado, como Original; Brahma Chopp; Brahma Duplo Malte; Skol e Antarctica, que eram colocados em cervejas mais baratas, como Guitt’s Pilsen.

Ao menos 683 engradados de cervejas já falsificadas foram apreendidas pelos policiais, assim como milhares de rótulos e tampas usadas nas falsificações.

O boletim de ocorrências registrado na delegacia afirma que vizinhos do local informaram aos investigadores que a fábrica funcionava 24 horas por dia, com grande fluxo de chegada e saída de caminhões.

“O ‘processo de fabricação’ era realizado em oito mesas de trabalho, com rótulos alinhados, prontos para serem colados nas garrafas com cola, utilizando um rolo de tinta. As tampas das garrafas também eram retiradas, modificando a qualidade do produto, sendo colocadas novas tampas das marcas escolhidas. Questionados, nenhum dos presentes se apresentou como responsável ou forneceu nenhuma informação, alegando que apenas trabalhavam ali na produção ou carregando caixas”, disseram os policiais que participaram da ocorrência.

Os 31 presos em flagrante passaram a noite na carceragem do 8º Distrito Policial, do Belenzinho, e devem participar de audiência de custódia na Justiça de SP às 14h desta sexta-feira (19).

O grupo foi autuado por associação criminosa e falsificação de gênero alimentício.

“Os agentes foram surpreendidos enquanto falsificavam produto alimentício destinado a consumo, tornando-os nocivos à saúde e reduzindo-lhes o valor nutritivo. [Os produtos eram] e manuseados inadequadamente, em local insalubre e sem qualquer condição de higiene”, afirmou o b.o. do caso.

“Ficou evidente o objetivo em falsificar garrafas de cerveja, substituindo os respectivos rótulos e tampinhas de marcas de qualidade inferior, com o intuito claro de auferir lucro indevido”, completou.

Com informação G1.

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