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02/04/2022

Estudo indica que vacinas contra Covid-19 usadas no Brasil elevam proteção contra reinfecções

Pesquisadores da Fiocruz publicaram dados na revista 'Lancet'

Foto: Fábio Rodrigues Pazzobom/Agência Brasil

As vacinas contra Covid-19 utilizadas no Brasil aumentam a proteção mesmo nas pessoas que já tiveram casos da doença previamente, mostra um estudo publicado na revista "Lancet" por pesquisadores do projeto Vigivac, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O estudo indica que a vacinação reduz, principalmente, a ocorrência de hospitalizações e óbitos. 

Os pesquisadores constataram que a efetividade dos imunizantes contra internação ou morte, 14 dias ou mais após a conclusão do esquema vacinal, foi de 81,3% para a CoronaVac; 89,9% para a AstraZeneca; 57,7% para a Janssen; e 89,7% para a Pfizer.

Já contra quaisquer casos sintomáticos, foi encontrada uma efetividade de 39,4% para a CoronaVac; 56% para a AstraZeneca; 44% para a Janssen; e 64,8% para a Pfizer.

"Muitos países recomendam que uma dose é suficiente para indivíduos previamente infectados. Nós constatamos que uma segunda dose de CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer garantiu uma proteção adicional significativa contra infecções sintomáticas e casos severos", afirma o artigo.

Outro dado importante é que há uma queda de anticorpos nos nove meses seguintes à recuperação dos pacientes e que uma exposição repetida ao antígeno, por meio da vacinação, é capaz de aumentar a diversidade de anticorpos e a proteção contra variantes.

"Consideradas conjuntamente, essas descobertas podem ajudar a explicar os benefícios adicionais de uma segunda dose entre indivíduos que foram previamente infectados, apesar da resposta imune robusta produzida pela primeira dose". 

Para realizar a pesquisa, os cientistas identificaram cerca de 213 mil pessoas com sintomas que realizaram teste RT-PCR ao menos 90 dias após uma infecção inicial pelo coronavírus e também após o início do programa de vacinação. Nesse universo, foram constatadas 30.910 pessoas com casos confirmados de reinfecção pelo SARS-CoV-2.

A análise teve como base os dados nacionais de notificação, hospitalização e vacinação de Covid-19, no período de 24 de fevereiro de 2020 a 11 de novembro de 2021 - anterior, portanto, à chegada da variante Ômicron ao Brasil. 

 

* Com informações da Agência Brasil

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