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27/10/2019

Chefe do Estado Islâmico é alvo de operação dos EUA na Síria

Segundo a Reuters, dois oficiais iraquianos informaram que Abu Bakr al-Baghdadi foi morto na ação. Trump escreveu que 'algo grande aconteceu' e fará um pronunciamento neste domingo (27).

Abu Bakhr Al-Baghdadi em vídeo divulgado no dia 29 de abril de 2019 — Foto: AFP/Al-Furqan

 O chefe do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, foi alvo de uma operação militar dos EUA na Síria, de acordo com um alto oficial de defesa norte-americano. Segundo a agência Reuters, dois oficiais iraquianos informaram que al-Baghdadi, um dos terroristas mais procurados do mundo, foi morto na ação realizada no sábado (26). 

A rede CNN noticiou nas primeiras horas deste domingo (27) que a confirmação oficial sobre a morte do líder do grupo extremista depende de exames de DNA e biometria, que já foram realizados.
A TV ABC citou um funcionário do governo americano e afirmou que al-Baghdadi se suicidou ao explodir um colete com explosivos. 

Mais cedo, o presidente norte-americano Donald Trump fez uma postagem misteriosa no Twitter em que escreveu, sem dar explicações, que "algo muito grande acabou de acontecer". 

Logo depois, o porta-voz da Casa Branca, Hogan Gidley, anunciou que Trump fará uma "declaração importante" na manhã deste domingo, possivelmente sobre esta operação. 

O site da revista Newsweek informou que a operação contra al-Baghdadi ocorreu na província de Idlib, no noroeste da Síria, e foi realizada por forças de operações especiais com informações da CIA, a Agência de Inteligência Americana.

O líder da organização jihadista apareceu pela 1ª vez em 5 anos, em abril deste ano, em um vídeo de propaganda transmitido pelo Estado Islâmico.

Quem é Abu Bakr Al-Baghdadi?

Nascido na cidade de Samarra, no Iraque, em 1971 com o nome Ibrahim Awad Ibrahim Ali al Badri al Samarrai, Baghdadi trabalhou como imã durante anos, antes de se unir à resistência armada contra a ocupação americana do Iraque, em 2003.

Foi detido e encarcerado no campo de prisioneiros de Bucca, administrado pelos EUA, em 2004, antes de se reengajar na luta jihadista.

Ibrahim, o antigo orador, também conhecido como Abu Duaa, optou finalmente pelo codinome Abu Bakr al Baghdadi al Hosseini al Quraishi, em homenagem a Abu Bakr, primeiro califa após a morte de Maomé, e à tribo do profeta, Al Quraishi.

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