ANUNCIAE AQUI!



12/06/2017

Emílio Odebrecht nega envolvimento em compra de terreno para Instituto Lula

Defesa de Lula dispensou empresário que havia delatado compra de imóvel

 Em depoimento ao juiz Sergio Moro na manhã desta segunda-feira (12), Emilio Odebrecht, patriarca da empreiteira, negou envolvimento em contratos firmados entre a Petrobras e Odebrecht que teriam sido celebrados em troca de uma futura compra de um terreno para o Instituto Lula. Na denúncia, a Força-Tarefa da Lava-Jato aponta que o imóvel foi adquirido pela Odebrecht como forma de pagamento de propina ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista nega.

Nas colaborações premiadas da Odebrecht quem delatou o ex-presidente no caso do terreno do Instituto Lula foi o ex-executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar — que foi dispensado da audiência pela defesa de Lula. Na semana passada, Alencar havia afirmou a Moro que a compra do imóvel foi uma “retribuição ao ex-presidente”. Ele disse que Marcelo Odebrecht disponibilizou R$ 12 milhões para a compra da sede do instituto.

Emílio foi ouvido como testemunha de acusação na ação penal em que o ex-presidente Lula é acusado de receber propina da empreiteira por meio de um terreno que seria comprado para a construção de uma nova sede para o Instituto Lula e de um apartamento vizinho ao que o ex-presidente mora, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O depoimento foi retomado
O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, também perguntou se Emílio manteve reuniões com outros ex-presidentes da República que antecederam Lula no cargo. O empresário confirmou:


"Desde a minha entrada na organização, praticamente todos ex-presidentes. Discutia várias coisas de interesse nacional, aquilo que era importante para o Brasil continuar crescendo - disse Emílio, em depoimento de cerca de seis minutos por vídeoconferência na justiça federal de São Paulo."

O depoimento de Emilio foi retomado por decisão do Tribunal Federal Regional da 4ª Região (TRF4) , que aceitou um pedido formulado pela defesa de Lula. O pedido foi feito após a audiência em que Emilio Odebrecht foi ouvido porque, segundo a defesa, o Ministério Público Federal (MPF) acrescentou documentos ao processo que não puderam ser verificados a tempo da primeira oitiva.

 epocanegocios.globo.com

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial