Valdemar diz que não gostou de carta de teor golpista publicada por Flávio Bolsonaro após derrota para Lula - David Gouveia Notícias

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29 de outubro de 2026

Valdemar diz que não gostou de carta de teor golpista publicada por Flávio Bolsonaro após derrota para Lula

Presidente nacional do PL visita nesta quinta-feira (29) o ex-presidente Jair Bolsonaro; reunião ocorre um dia depois de Flávio Bolsonaro chegar aos Estados Unidos após ser derrotado nas eleições

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou quinta-feira (29) não ter gostado da carta de teor golpista divulgada por Flávio Bolsonaro (PL), candidato derrotado à Presidência. O dirigente da sigla se reúne nesta manhã com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

 

 

"Não gostei", disse o presidente do PL a jornalistas ao chegar no condomínio onde o ex-presidente está em prisão domiciliar.

 

Sem dar detalhes, ele afirmou que, na conversa com Jair Bolsonaro, deverá tratar de "muitas novidades" e sobre "toda a situação".

 

"Estou com saudade do Bolsonaro, tem muito tempo que eu não vejo ele. [...] Vai ser boa a conversa porque eu vou levar muitas novidades pra ele, contar como é que tá toda a situação pra ele e vai dar tudo certo", declarou Valdemar.

 

O encontro entre Valdemar e Bolsonaro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O dirigente do PL chegou ao local por volta de 9h.

 

A reunião entre as principais lideranças do partido ocorre em meio à reorganização do PL após a derrota de Flávio para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, realizado no domingo (25). O petista recebeu 64,2 milhões de votos, equivalentes a 51,79% dos válidos, contra 59,8 milhões de Flávio, que obteve 48,21%.

 

Na carta divulgada por Flávio Bolsonaro, o senador se apresentou inicialmente como o "verdadeiro presidente eleito do Brasil". Minutos depois, apagou a publicação e compartilhou uma nova versão, na qual passou a se definir como "líder" do país.

 

O senador manteve as acusações de fraude eleitoral, sem apresentar provas, e afirmou que pretende comandar a oposição ao governo Lula do exterior. No primeira versão do texto divulgado, o documento trazia um brasão histórico da República com a inscrição "Estados Unidos do Brazil", antiga denominação oficial do país.

 

A posição contrasta com a adotada pela direção do próprio PL. Após o segundo turno, o partido divulgou uma nota assinada por Valdemar reconhecendo o resultado proclamado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha de Flávio, também afirmou que o núcleo político da candidatura não havia sido informado previamente sobre a saída do país.

 

A carta provocou manifestações do Judiciário e até mesmo de grandes apoiadores da campanha do candidato do PL. Poucas horas depois da divulgação do texto com teor golpista, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, reafirmou que as eleições transcorreram dentro da normalidade com respeito às regras constitucionais.

 

A fuga de Flávio Bolsonaro

 

Logo após a derrota, Moraes determinou que o senador entregasse seus passaportes. O candidato derrotado, no entanto, deixou o Brasil na terça-feira (27). Informações apontam que ele passou pela Argentina e seguiu em um avião particular para Miami, nos Estados Unidos.

 

 Fonte:cnnbrasi


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