Mulher é condenada a mais de 26 anos de prisão por homicídio qualificado de criança em Inhambupe - David Gouveia Notícias

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16 de setembro de 2025

Mulher é condenada a mais de 26 anos de prisão por homicídio qualificado de criança em Inhambupe

 


Joseane do Espírito Santo foi condenada a 26 anos e três meses de prisão pelo homicídio qualificado de uma criança de oito anos, no município de Inhambupe. A decisão do Tribunal do Júri, realizado no último dia 3, acatou a acusação sustentada pelo Ministério Público da Bahia, por meio do promotor de Justiça Kerginaldo Reis de Melo. Considerado de motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima, o crime foi descrito como de “extrema crueldade” e ocorreu em 2008, no povoado de Limoeiro, zona rural de Inhambupe.


De acordo com a denúncia, a criança foi atingida com mais de 40 golpes com objeto perfurante, caracterizado pelo MPBA como “meio cruel”. A vítima morreu no local, em um sítio da região. O ato criminoso também incluiu a extração de sangue para realização de ritual. A acusação apontou que o crime aconteceu em conjunto com outras duas pessoas. Uma delas foi morta antes de ser levada a julgamento e a outra foi condenada em 2024, mas veio a falecer meses depois em um presídio em Santa Catarina.


Joseane cumprirá a sentença, inicialmente, em regime fechado. Ainda cabe recurso.


Nosso site pesquisou que, à época do crime, a repercussão foi imediata e violenta. Reportagem publicada pelo jornal Corrio da Bahia, em 2008, relatou que moradores destruíram e incendiaram a chácara onde o menino Tiago Nascimento da Silva, de 8 anos, havia sido assassinado. Cerca de mil pessoas invadiram o local, revoltadas com a brutalidade do crime.


Ainda segundo a matéria de 2008, a polícia ouviu os acusados e apenas um deles admitiu ter cometido violência sexual contra a criança. Os moradores apontavam Joseane, conhecida como “Aninha”, como envolvida com práticas de “magia negra”, embora, na época, o delegado Augusto Saldanha tenha afirmado que não havia provas sobre essa ligação.


O corpo do garoto Tiago foi encontrado nos fundos do bar localizado na chácara. Os três acusados – entre eles um adolescente – prestaram depoimento na 2ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin), em Alagoinhas. A comoção popular levou centenas de pessoas a tentarem invadir a delegacia para linchar os suspeitos. Tiago, filho único, foi enterrado em meio à revolta da comunidade.


Veja aqui:www.mpba.mp.br

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