Defesa de Jair Bolsonaro questiona vídeo recuperado pela PGR e pede perícia - David Gouveia Notícias

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20/12/2023

Defesa de Jair Bolsonaro questiona vídeo recuperado pela PGR e pede perícia

O MPF enviou ao STF relatório que comprova recuperação de vídeo postado e apagado por Bolsonaro 2 dias após 8/1, mas advogados questionam


 De acordo com uma reportagem do Metrópoles, os advogados do ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro (PL) questionaram a lisura da recuperação de um vídeo que foi postado e deletado pelo cliente, em 10 de janeiro de 2023, dois dias após os ataques às sedes dos Três Poderes. em Brasília. O Ministério Público Federal (MPF) afirmou ter recuperado a postagem e enviou relatório ao técnico Supremo Tribunal Federal (STF), elaborado pela Secretaria de Perícia, Pesquisa e Análise do MPF, com os procedimentos adotados.

Ainda segundo o Metrópoles, a preservação do material havia sido solicitada pela PGR ao Supremo em 13 de janeiro de 2023. No entanto, a Meta — empresa responsável pelo Facebook, rede social em que a mídia foi compartilhada — informou que o conteúdo não estava disponível, porque a empresa não foi intimada em tempo hábil.

O Metrópoles acrescenta que assim, a equipe da PGR fez o trabalho de recuperação do vídeo e de informações relativas à postagem, no âmbito do Inquérito nº 4.921, que investiga a incitação aos atos antidemocráticos. O relatório produzido pelo MPF analisou vestígios digitais da publicação feita pela conta do ex-presidente.

Mas, a defesa do ex-chefe do Palácio do Planalto disse que não é possível “sustentar com absoluta certeza que o vídeo hospedado na plataforma Metamemo é o mesmo que aquele que foi deletado exige uma fundamentação técnica, meticulosa e detalhada, indo além da simples associação entre plataformas diferentes. A cautela, aqui, é essencial para evitar conclusões”, alegaram os advogados em argumentação ao Supremo.

Os advogados chamaram as alegações de “precipitadas” e “baseadas apenas em conexões superficiais entre o vídeo originalmente deletado e aquele supostamente preservado em um segundo provedor”. Para a defesa, a conclusão do laudo é clara ao indicar que foi realizada uma “análise perceptual” dos vídeos, o que, para eles, não se equipara a uma análise técnica, como seria apropriado em um processo de perícia, continua o Metrópoles.

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