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27/08/2019

Governadores defendem que Brasil aceite recursos estrangeiros para Amazônia

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, havia anunciado que o país recusaria a oferta de US$ 20 milhões do G-7

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Governadores de estados da Amazônia Legal defenderam, em reunião com o presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira (27), que o país aceite a ajuda financeira oferecida por outros países para combater incêndios na floresta, de acordo com o G1.

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, havia anunciado que o Brasil recusaria a oferta de US$ 20 milhões do G-7, o grupo dos países mais ricos do mundo.

“Nós enfatizamos muito fortemente a necessidade da cooperação internacional, com defesa da soberania nacional claro. Porém, achamos que não é o momento de rasgar dinheiro. Sobretudo no que se refere ao Fundo Amazônia. Nós defendemos que seja retomado”, declarou o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).

O chefe do Executivo no Amazonas, Wilson Lima (PSL), também defendeu os repasses de dinheiro do Fundo Amazônia.

Conforme Lima, 97% da floresta “está intacta” no estado, mas metade da população vive na “linha da pobreza”.

“A gente toca mais uma vez na questão do Fundo Amazônia. Nós não podemos abrir mão de recursos. Nós esperamos que haja um entendimento entre o governo federal, um bom termo, juntamente com o Fundo Amazônia, Noruega, Alemanha”, afirmou.

O governador do Amapá, Waldez Goés (PDT), disse que os chefes de Executivo estaduais poderiam conversar “politicamente” com Alemanha e Noruega, mas as procuradorias dos estados avaliam se há “base jurídica” para essa relação.

Recentemente, os dois países suspenderam contribuições para o Fundo Amazônia, devido à elevação do desmatamento.

Goés sugeriu ainda mudar a gestão do fundo, do BNDES para o Banco da Amazônia, que tem agências nos estados da região.

Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSL), os estados devem ter maior autonomia para definir a aplicação dos recursos.

“Se quiserem repassar o dinheiro, ok, mas que respeitem a aplicação segundo a necessidade das nossas populações”, defendeu.

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