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08/03/2017

45 dias após a morte, cantora da Kaoma ainda não foi sepultada

O corpo de Loalwa Braz continua no Instituto Médico Legal, após diversos procedimentos burocráticos. Família está revoltada


A cantora Loalwa Braz, da banda Kaoma, assassinada brutalmente em janeiro, continua sem um sepultamento. Há 45 dias o corpo da artista continua no Instituto Médico Legal (IML) de Araruama, no Rio de Janeiro, aguardando liberação judicial, segundo informaçõess do portal Uol.

O primeiro entrave para a liberação foi a impossibilidade de reconhecimento da vítima, que foi carbonizada, o que impedia a emissão de uma certidão de óbito. A opção, recusada pela família, evidentemente, era que ela fosse enterrada como indigente. Foram solicitados então exames de DNA.

Pela falta de nitrogênio líquido e reagente – insumos necessários para a realização da perícia -, o exame de DNA que comprovou a identidade de Loalwa só saiu alguns dias antes do Carnaval. “A burocracia me impede de enterrar a minha irmã. Tentamos fazer esse exame por nossa conta, mas não deixaram e tivemos que esperar a Polícia Civil do Estado do Rio sair da greve”, afirmou Walter Braz, irmão da intérprete de “Chorando se Foi”.


Segundo a Polícia, a falta do material se dá “em razão das restrições orçamentárias conjunturais”, já que o material “vinha sendo obtido por doações realizadas por universidades, que agora também enfrentam carência do insumo”. Ainda aguardando uma decisão da Justiça, a família da cantora quer transportar os restos mortais para Vitória do Espirito Santo, para que seja enterrado ao lado da mãe.

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