Dependência química - David Gouveia Notícias

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1 de julho de 2012

Dependência química



Drogas

As drogas psicoativas fazem parte da história da humanidade. Apenas reprimir o uso não resolve o problema. Por isso, as políticas públicas estão mais orientadas à redução de danos. A ideia é informar e orientar o dependente químico para evitar as consequências ruins do mau uso dessas drogas.
Cerca de 22% dos brasileiros acima de 18 anos já usaram drogas psicoativas além do álcool e do cigarro alguma vez na vida. Entre os estudantes, o uso frequente de drogas (20 ou mais doses por mês) é de 3,6%. A maconha é a mais usada das drogas ilícitas. Veja quais são as outras:
Alucinógenos
Anticolinérgicos (medicamentos e chás com plantas que possuem atropina e a escopolamina)
Barbitúricos (sedativos)
Benzodiazepínicos (medicamentos que induzem o sono)
Cocaína
Crack
Esteroides anabolizantes
Estimulantes (inclusive remédios para emagrecer)
Heroína
Merla (pasta-base da cocaína)
Opiáceos  (à base de ópio)
Orexígenos (medicamentos estimuladores de apetite)
Solventes (cola de sapateiro, lança-perfume, loló)
Xaropes (codeína)

Embora muitas pessoas consigam viver bem usando essas substâncias, todas apresentam riscos potenciais de danos à saúde. O uso contínuo pode levar à tolerância (a pessoa fica acostumada à droga e precisa aumentar a dose para obter o efeito inicial) e dependência. 
Onde procurar ajuda
Milhares de instituições, muitas não-médicas, formam uma rede nacional de assistência com ações de promoção, prevenção e proteção à saúde dos usuários. A maioria (70%) são instituições de autoajuda, como os Alcoólicos Anônimos (AA). O SUS tem os Centros de Atenção Psicossocial para álcool e drogas (CAPSad), de atendimento diário, com atividades laborais, de lazer e de cidadania. 
A internação em hospital psiquiátrico não é a principal forma de tratamento. Quando necessária, a diretriz é que seja curta e aconteça preferencialmente em hospitais gerais, com acompanhamento pelos CAPS. 
As ações de redução de danos à saúde, desenvolvidas em mais de 600 instituições pelo Brasil, já reduziram o número de casos notificados de Aids entre usuários de drogas injetáveis, sem aumentar o consumo de drogas injetáveis. 
Saiba mais sobre como enfrentar o crack e as drogas na infância e adolescência.

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