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16/07/2021

Estado é o 2º do país com a maior taxa de morte violenta intencional

SSP-BA diz que tráfico de drogas e medida que colocou mais de 3 mil detentos em prisão domiciliar, por conta da pandemia, teve grande influencia


A Bahia é o segundo estado do Brasil que possui a maior taxa de morte violenta intencional a cada 100 mil habitantes (44,9), conforme dados divulgados pelo Anuário da Segurança Pública na quinta-feira (15), que reúne indicadores de diversos tipos de violência em todo o país.

Dentre as cidades da Bahia que lideram o ranking dos 10 municípios mais violentos do país com mais de 100 mil habitantes estão:

3º lugar – Feira de Santana (89,9)

4º lugar – Simões Filho (89,8)

7º lugar – Santo Antônio de Jesus (76,2)

7ª lugar – Camaçari (75,9).

Procurada pelo Bahia.ba, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que o aumento das mortes violentas, em 2020, tem relação direta com o acirramento das disputas por territórios entre organizações criminosas envolvidas com o tráfico de drogas.

Ainda segundo o órgão, a medida que colocou mais de 3 mil detentos em prisão domiciliar, por conta da pandemia do novo coronavírus, também influenciou a criminalidade, já que a maior parte eram integrantes de bandos que comercializam entorpecentes e potencializou os embates. “Diante desse cenário, a SSP determinou que as polícias Militar e Civil ampliassem as ações ostensivas e de inteligência, buscando mapear novas lideranças e agir para evitar confrontos, entre criminosos, e também com as polícias”, pontuou a SSP.

No ranking  nacional, a Bahia está atrás apenas do Ceará, que registrou taxa de 45,2. Já São Paulo (9), Santa Catarina (11,2) e Minas Gerais (12,6) tiveram as menores taxas.

Feminicídio 

Entre os crimes violentos, a taxa de feminicído na Bahia teve destaque. De acordo com o Anuário da segurança Pública, no ano passado, foram 113 crimes de ódio em que a mulher é assassinada em contexto de violência doméstica ou por misoginia. O número aponta um crescimento de 11,8% em comparação ao registrado pelo estado em 2019.

Fonte:bahia.ba/

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