Terremoto de magnitude 7,5 atinge oeste do Japão e provoca alerta de tsunami - David Gouveia Notícias

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01/01/2024

Terremoto de magnitude 7,5 atinge oeste do Japão e provoca alerta de tsunami

Regiões costeiras do oeste estão em alerta, de acordo com agência metereológica japonesa; a emissora pública NHK disse que a Hokuriku Electric Power está verificando irregularidades em usinas nucleares

Pessoas evacuadas após o terremoto na cidade de Wajima, província de Ishikawa, em 1º de janeiro de 2024Yusuke Fukuhara/The Yomiuri Shimbun



Um terremoto de magnitude 7,5 atingiu o oeste do Japão nesta segunda-feira (1º), desencadeando um alerta de tsunami, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e a Agência Meteorológica do Japão.

O terremoto, que teve uma profundidade de 10 quilômetros, ocorreu às 16h10 (horário local), cerca de 42 quilômetros a nordeste de Anamizu, na província de Ishikawa, de acordo com o USGS.

A Agência Meteorológica do Japão emitiu um alerta de tsunami ao longo das regiões costeiras do oeste do Japão. Coreia do Sul e Rússia também estão em alerta para a possibilidade de tsunamis em parte de suas costas.

Regiões costeiras afetadas por tsunami no Japão / Reprodução/Agência Meteorológica do Japão

Acredita-se que um tsunami de até 5 metros de altura esteja atingindo Noto, na província de Ishikawa, de acordo com a agência meteorológica.

Ondas com mais de 1 metro de altura atingiram a costa da cidade de Wajima, na província de Ishikawa, informou a emissora pública NHK.

Mais de 32.500 casas na província de Ishikawa ficaram sem energia após o terremoto, segundo a Hokuriku Electric Power.

Ainda de acordo com a NHK, a Hokuriku Electric Power disse que está verificando quaisquer irregularidades em suas usinas nucleares.

O porta-voz do governo do Japão, Hayashi Yoshimasa, disse que as usinas nucleares do país estão “sem irregularidades” após o grande terremoto. Em pronunciamento na televisão nesta segunda-feira, Yoshimasa aconselhou as pessoas em áreas sob alerta de tsunami a evacuarem para locais mais elevados.

Imagens da NHK mostraram câmeras tremendo vigorosamente enquanto as ondas batiam na costa quando o terremoto atingiu a província de Ishikawa.

As casas também foram abaladas pelo terremoto, com imagens mostrando telhados desabados e fundações abaladas.

Vídeos nas redes sociais também mostraram as consequências do terremoto, com corredores de lojas repletos de mercadorias. Um clipe filmado de num trem mostrou as placas na plataforma balançando intensamente com o tremor.

Viagens de trem-bala são suspensas

Alguns serviços dos trens-bala Shinkansen do Japão foram suspensos depois que um forte terremoto atingiu o Japão nesta segunda-feira, de acordo com o site da operadora ferroviária JR East.

As linhas JR Hokuriku e Joetsu Shinkansen estão suspensas desde às 18h50 (horário local).

A operadora ferroviária acrescentou que os serviços nas outras linhas também sofrem atrasos.

Ondas de tsunami relatadas

Ondas de menos de um metro foram relatadas em várias outras áreas ao longo da costa oeste do Japão, incluindo ondas de 80 centímetros na cidade de Toyama, ondas de 40 centímetros no porto de Kashiwazaki e Kanazawa e ondas de 20 centímetros nas ilhas Tobishima e Sado.

De acordo com o sistema de alerta de tsunami do Japão, as ondas esperadas com menos de 1 metro enquadram-se no “aviso de tsunami”, enquanto as ondas esperadas acima de 3 metros enquadram-se no “alerta de tsunami” e as ondas esperadas acima de 5 metros enquadram-se no “alerta de tsunami de grande porte”.

A Administração Meteorológica da Coreia do Sul disse estar atenta a possíveis mudanças no nível do mar nas áreas da costa leste de Gangneung, Yang Yang e Goseong, na província de Gangwon e na cidade de Pohang.

Uma ameaça de tsunami também foi declarada nas cidades de Vladivostok, Nakhodka, no leste da Rússia, e na ilha de Sakhalin – já que as áreas ficam voltadas para o Mar do Japão – informou a mídia estatal russa TASS. Nenhuma evacuação foi relatada até agora.

(Com informações de Emiko Jozuka e Hanako Montgomery, da CNN; e Satoshi Sugiyama e Kantaro Komiya, da Reuters)

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