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17/04/2021

Drauzio:‘Quem cometeu erros graves na pandemia precisa ser punido’

Para médico, desorganização do Ministério da Saúde e atuação do presidente Bolsonaro disseminaram o vírus
Foto: Reprodução/ Twitter


O médico Drauzio Varella afirmou, em entrevista ao canal BBC, firmou que “quem cometeu erros graves na pandemia precisa ser punido”. Nesta semana, após determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o Senado criou uma CPI para apurar a gestão federal e o uso de recursos da União por estados e municípios durante a pandemia.

No mesmo veículo, em abril de 2020, Drauzio anteviu que a Covid-19 poderia causar uma “tragédia nacional” no Brasil.

Um ano depois, o médico que também participa de programas de televisão avalia que o quadro foi agravado pela desorganização do Ministério da Saúde e por um “presidente da República que dá exemplo pessoal do que fazer para disseminar a epidemia”.

Como exemplo ele cita a defesa do tratamento precoce (com remédios sem eficácia comprova) e o rítmo de vacinação, que classificou como “ridículo”. “Se tivéssemos começado a vacinar em dezembro ou janeiro, não estaríamos com mais de três mil mortes diárias como acontece atualmente”, comentou Drauzio Varella.

“O Brasil tem menos de 3% da população mundial. No momento atual, de cada quatro pessoas que morrem de Covid-19 no mundo, uma é brasileira. É uma mortalidade absurda”.

Drauzio Varella explicou na nova entrevista à BBC que esperava dificuldades no Brasil para o isolamento social nos cinturões ao redor de metrópoles e cidades menores, “ão pessoas que não têm condição de ficarem isoladas. Elas não têm condições porque dependem do trabalho diário para poder comer e levar alimento à família”. Mas atuação federal o surpreendeu.

“Porque se você acordar amanhã e disser: o que vou fazer para disseminar a epidemia no Brasil, o que você faria? Você sairia sem máscara e faria aglomerações. É a única coisa que você poderia fazer para disseminar a epidemia. E foi o que ele fez, e é o que ele tem feito”, concluiu o médico, em referência a Bolsonaro. Com informações do G1

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