ANUNCIAE AQUI!



10/03/2021

‘Fui vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de história’

Ex-presidente comenta agora anulação pelo STF de suas condenações; assista

Em primeiro pronunciamento após ter tido suas condenações no âmbito da Operação Lava Jato anuladas pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o ex-presidente Lula (PT) disse que foi “vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de história” de Brasil.

“Eu tinha tanta confiança e tanta consciência do que estava acontecendo no Brasil que eu tinha certeza que esse dia chegaria. E ele chegou”, afirmou nesta quarta-feira (10), no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP).

Na ocasião, Lula relembrou situações pelas quais passou enquanto esteve preso e chegou a indicar que a morte de sua esposa, ex-primeira-dama Marisa Letícia (1950-2017), teve relação com sua prisão

“Eu sei de que eu fui vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de história. Eu sei que a minha mulher, Marisa, morreu por conta da pressão, o AVC se apressou. Eu fui proibido até de visitar o meu irmão dentro de um caixão. Se tem um brasileiro que tem razão de ter muitas e profundas mágoas sou eu. Mas não tenho. Sinceramente, não tenho porque o sofrimento que o povo brasileiro está passando, o sofrimento que as pessoas pobres estão passando nesse país é infinitamente maior do que qualquer crime que cometeram contra mim”, afirmou.

Em seguida, acrescentou que as “dores” pelas quais passou não é maior do que a dos desempregados que chegam “na hora do almoço” sem ter “um prato de feijão com farinha para dar para o seu filho”, nem das pessoas que perderam familiares vítimas da Covid-19.

“Essa dor que me faz dizer para vocês que a dor que sinto não é nada diante da dor que sofre milhões e milhões de pessoas, quase 270 mil pessoas que viram os seus entes queridos morreram. Seus pais, avós, mãe, mulher,marido, neto, que sequer pudessem despedir dessa gente na hora que consideramos sagrado.E muito mais gente está sofrendo. Por isso, quero prestar minha solidariedade nessa entrevista. Sobretudo para os heróis e heroínas do SUS que, durante tanto tempo foram descredenciados politicamente, no exercício da sua profissão. Quando veio o coronavírus, se não fosse o SUS, teríamos perdido muito mais gente do que a gente perdeu. A questão da vacina não é se tem ou não tem dinheiro. É se amo a vida ou se amo a morte, disse.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial