Inhambupe - Greve de professores prejudica alunos da rede municipal - David Gouveia Notícias

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20/05/2016

Inhambupe - Greve de professores prejudica alunos da rede municipal



Com a greve dos professores da Rede Municipal de Educação de Inhambupe, cada dia longe da escola custa caro para o aprendizado dos alunos. "Considerando a Educação Pública de" má qualidade, tirar ou interromper o processo de aprendizagem prejudica ainda mais o desenvolvimento da motivação desses alunos para os estudos, os principais prejudicados pela falta de aulas são os próprios alunos, segundo os pais.

 Mesmo quem trabalha e não tem com quem deixar as crianças, se preocupa com os estudos e aulas perdidas no fim do ano letivo, que podem precisar ser repostas até em janeiro do próximo ano.

A empregada domestica Dalva Santos, 30, que tem dois filhos estudando na Escola Municipal da zona rural – tem medo das crianças não conseguirem recuperar depois o tempo e o conteúdo perdido.
“Agora estou parada e fico com eles em casa, mas pra quem trabalha é complicado. Mas o que me preocupa mais é pelos estudos”, afirmou Dalva. 

Conselho Tutelar

A coordenadora do Conselho Tutelar falou na audiência pública diante da Comissão de Educação: “não se pode exigir direitos infligido o direito do outro. Pelas crianças, peço que esta greve acabe. A sociedade já não apoia, pois 7000 alunos estão sem aula!”.

 Veja a nota da APLB/Sindicato sobre a greve


SENHORES PAIS, ALUNOS E COMUNIDADE INHAMBUPENSE, nós professores da rede municipal de educação dessa cidade, representado pela APLB/SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO, viemos tornar público o que nos levaram a deflagrar a GREVE GERAL na rede municipal de ensino.
 Visto que mediante o descaso do gestor atual Benoni Leys e a Secretária de Educação, vem descumprindo as leis federais que regem a nossa educação.
A exemplo de:
    Descumprimentos dos 200 dias letivos, como prevê a LDB número 9394/ 96;
    Merenda insuficiente ( apenas 15 dias) e de péssima qualidade;
    Falta de material didático;
    Transporte escolar em péssimas condições de uso e superlotados;
    Paralisação dos transportes durante diversos dias no decorrer dos últimos anos.
    As estruturas físicas das escolas em péssimas condições de funcionamento;
    Perda de alunos para outros municípios visto que o prefeito e a secretária não assegura o funcionamento regular dos transportes;
    Fechamento das escolas, assim como empréstimo de prédios para as cidades vizinhas;
    A única creche do município não está funcionando há seis meses;
    Professores mesmo com muitas dificuldades concluíram suas faculdades e hoje não tem seus níveis reconhecidos;
    Profissionais da Educação recebendo seus pagamentos em atraso e cortes indevidos e inexplicáveis;
    Retroativo do reajuste salarial de quatro meses do ano de 2015 que não foram pagos  até a presente data;
    O reajuste do piso salarial do ano de 2016 determinado por lei federal com vigência de janeiro de 2016 não foi pago;
    Os contracheques, direito de todos os servidores que por lei deve ser disponibilizado para o servidor antes da data do seu vencimento. Nessa gestão é preciso faltar um dia de trabalho para preencher um agendamento solicitando o mesmo.
    Criação de decreto que amplia a carga horária dos professores do fundamental II violando a Lei Federal, que não se aplica em nenhum município vizinho.
DIANTE DO EXPOSTO, CONVIDAMOS TODA COMUNIDADE INHAMBUPENSE A PARTICIPAR DOS MOVIMENTOS DE LUTA. AGRADECEMOS O APOIO A COMPREENSÃO DE TODOS.

Em nota, Prefeitura de Inhambupe esclarece greve de professores.
Veja abaixo anota:

Em virtude do movimento grevista na rede municipal de ensino, a Prefeitura Municipal de Inhambupe/BA vem a público fazer os seguintes esclarecimentos:
1- O Governo Municipal de Inhambupe sempre pautou pelo diálogo por meio de reuniões sucessivas, inclusive com a presença do prefeito, Secretaria de Educação, Jurídico, Adm. Planj. Finanças e Controladoria debatendo todos os pontos reivindicados pela categoria;
2- Mesmo diante das reivindicações feitas pela APLB, a Prefeitura Municipal de Inhambupe garantiu o Piso salarial aqueles que não estavam dentro do mesmo, informou que iria manter o nível de remuneração dos professores entre os melhores da região, além de garantir que as mudanças de nível seriam feitas gradativamente;
3 – O governo não retirou dinheiro nem benefícios de nenhum professor, muito pelo contrário, o governo adequou o PISO NACIONAL, nos anos de 2013, 2014 e 2015 apesar do município já estar passando por dificuldades, devido a queda de receitas, não podendo atender as propostas, o mesmo fez, além de ter dado mudança de nível de graduação e pós-graduação a mais de setenta professores por entender que assim valoriza o ensino municipal.
4 – O que causa estranheza é que APLB que pediu a adequação do município ao PISO NACIONAL venha agora com ataques ao governo. Isso é de um contrassenso, é de uma incoerência gritante e nos obrigam a reestabelecer a verdade dos fatos e alertar aos munícipes sobre essa prática equivocada.
5 – O Município de Inhambupe, como inúmeros do Brasil vem passando uma situação financeira atípica, devido a diminuição de receitas, acarretando danos como diminuição de despesa, e uma delas é o índice de pessoal que está alto, onde devemos atender a Lei de Responsabilidade Fiscal 101/00, nos artigos 20, 23 e 66.
6 – A Prefeitura Municipal de Inhambupe apresentou proposta de retomada das negociações todas às vezes que foi procurada, a fim de comtemplar alguns itens que estivesse ao alcance da prefeitura, pois não poderia galgar reajustes já que não há uma evolução positiva das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb);
7- Mesmo acatando algumas propostas apresentadas e em negociação de outras propostas a decisão do movimento resolveu foi de deflagrar a greve.
8 – Diante de diversas paralisações durante este ano realizada pela APLB, relatando as reivindicações, onde na sua maioria foi atendida, atrapalhando assim, o andamento do ano letivo é que comunicamos a toda população que os estabelecimentos da rede de ensino continuam com suas atividades normais, bem como o transporte escolar, dando continuidade ao ano letivo de 2016. O Governo Municipal mantém o compromisso e a responsabilidade pela Educação.

A pergunta que ficar no ar é: quem sair perdendo alunos ou professores?

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