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| Foto Divulgação rede globo |
Nesta segunda-feira foi a vez da presidente Dilma
Rousseff conceder uma entrevista ao Jornal Nacional da TV Globo.
Pressionada a respeito de temas polêmicos como a corrupção em diversos
ministérios, o julgamento do Mensalão, a situação da economia e o
programa Mais Médicos, a candidata à reeleição pelo PT se defendeu de
críticas e concluiu sua participação afirmando que, se eleita para o
segundo mandato, manterá o Brasil como um país de classe média no qual a
educação será o centro de tudo.
Confira abaixo o que disse a candidata à presidência sobre os temas distintos:
Corrupção no governo:
"Nós fomos justamente aquele governo que mais estruturou
os mecaninsmos de combate à corrupção. A Polícia Federal no meu governo
e no do Lula ganhou imensa autonomia para investigar, punir e prender.
Escolhemos com absoluta isenção os procuradores. Fomos nós que criamos a
Procuradoria Geral da União. Nós criamos a lei de acesso à informação,
um portal da transparência. Nem todas as denúncias de escândalo
resultaram na constatação de que a pessoa tinha que ser punida e seria
condenada. Muitos daqueles que foram identificados cometendo atos
indevidos foram depois inocentados. Nem todas as pessoas denunciadas
foram punidas pelo Judiciário e tiveram comprovadamente culpa. Muitas
pessoas se afastaram porque é muito difícil resistir a pressão da
família."
Mensalão e STF:
"Eu sou presidente, eu não faço nenhuma observação sobre
julgamentos realizados pelo Supremo Tribunal. A Constitução exige que o
Presidente da República respeite e considere a importância da autonomia
dos outros órgãos. Eu não julgo ações dos Supremo, eu tenho opiniões
pessoais. Quando eu sou presidente eu não externo a opinião sobre
decisões do Supremo. Eu não vou tomar nenhuma posição que me coloque em
confronto, conflito. Eu respeito a posição da Suprema Corte brasileira."
Saúde:
"Nós tivemos e ainda temos muitos problemas a enfrentar
na saúde. Eu acredito que nós enfrentamos um dos desafios mais graves da
saúde. Você precisa ter médicos. Nós tivemos uma atitude muito
corajosa. O Brasil tem uma das menores taxas de médicos por mil
habitantes e isso levou uma carência imensa de médicos na atenção
básica. Qual foi a ação que tomamos? Chamamos médicos brasileiros para
atender. O número veio insuficiente. Não tinha médicos suficientes
formados no Brasil para atender. Na sequência chamamos médicos cubanos e
aí conseguimos chegar. 50 milhões de brasileiros não tinham atendimento
médico e agora tem."
"Não acho (que seja uma situação razoável para a
população). Nós assumimos o caso dos Mais Médicos o atendimento aos
postos de saúde como uma responsabilidade federal. Agora nós
consideramos que é muito importante tratar das especialidades, criar as
condições para o Brasil dar atendimento de especialidades com exames
mais rápidos."
Economia:
"Nós enfrentamos a crise pela primeira vez no Brasil não
desempregando, não arrochando salários, não aumentando tributos.
Reduzimos a incidência de tributos sobre a cesta básica. Eu não sei da
onde são os dados (da economia estagnada), nós temos duas coisas
acontecendo. Nós temos uma melhoria prevista no segundo semestre. Tem
uma coisa em economia que chama índices antecedentes. Todos esses
indicam uma recuperação no segundo semestre. A inflação cai desde abriu.
Agora ela atinge zero por cento. O que eu estou dizendo é, o Brasil
está superando as dificuldades de enfrentar uma crise sem demitir."
Reeleição:
"Fui eleita para dar continuidade aos avanços do governo
Lula. Criamos as condições para o Brasil dar um salto. Colocamos a
educação no centro de tudo. Queremos continuar como um País de classe
média."
(Terra)

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