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08/09/2020

Exportações baianas recuam 31,5% em agosto; impacto é de US$ 453 milhões

Segundo a SEI, recuo já era esperado, principalmente em relação à soja, após expansão na época de colheita e escoamento da safra

Foto: Jonas Oliveira/Fotos Pública

As exportações baianas recuaram 31,5% em agosto, puxados pela queda de venda de soja e celulose para o mercado internacional. O recuo representa impacto de US$ 453 milhões.

De acordo com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), vinculada à Secretaria de Planejamento (Seplan), o recuo já era esperado, com destaque para a redução de 15,6% nos embarques de soja, após expansão na época de colheita e escoamento da safra, entre março e julho. Por outro lado, o setor de papel e celulose teve queda de 21,6% em agosto, afetado pelos estoques mundiais ainda elevados e pelos baixos preços devido à desvalorização cambial.

Em agosto, os preços médios dos produtos baianos exportados sofreram desvalorização de 24,2%; no acumulado do ano, a queda é de 36,1% em média. O volume embarcado, o quantum, teve recuo de 9,7% em agosto; por outro lado, no acumulado do ano foi registrado crescimento de 36,6%.

Dos 19 segmentos acompanhados pela SEI, apenas cinco tiveram desempenho positivo em agosto. Dos mais significativos em crescimento na receita em agosto, em comparação a 2019, apenas em frutas e suas preparações (23,6%), café e especiarias (53,8%) e minerais (56%). O desempenho negativo é encabeçado, por ordem de importância, por soja (-7,4%), papel e celulose (-43,4%), produtos químicos (-36,3%), metais preciosos (-23,1%), produtos metalúrgicos (-66,8%) e algodão e seus subprodutos (-32,5%).

Em relação às importações, a SEI registrou retração de 51,6%, depois da contração recorde em julho, que chegou a 66%. As compras externas atingiram US$ 267,4 milhões em agosto, com queda de 42,7% quando comparados ao mesmo período do ano anterior.

Todos os setores apresentaram retração, mas se destacam compras de combustíveis (-99,3%), produtos intermediários (-50%), bens de capital (-16,1%) e bens de consumo (-4,6%).

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