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03/03/2022

Começa a segunda rodada de negociações de paz entre Rússia e Ucrânia

O "mínimo" que a Ucrânia busca é a garantia de corredores humanitários, enquanto todo o resto “depende das circunstâncias”


RT - A segunda rodada de negociações de paz entre representantes de Kiev e Moscou começou na Bielorrússia, enquanto as forças armadas da Rússia continuam a atacar a Ucrânia.

Na quinta-feira, o chefe do partido Servo do Povo no parlamento da Ucrânia, David Arakhamia, revelou que as discussões devem ocorrer em breve.

Arakhamia, que está servindo como membro da delegação da Ucrânia durante as discussões de paz, divulgou um comunicado detalhando o que Kiev pretende alcançar com as negociações com Moscou.

Segundo ele, o “mínimo” que a Ucrânia busca ganhar com as negociações de crise é a garantia de corredores humanitários, enquanto todo o resto “depende das circunstâncias”.

O principal negociador de Moscou, Vladimir Medinsky, disse na quarta-feira que os dois lados discutirão um cessar-fogo durante suas conversas em Belovezhskaya Pushcha, perto da fronteira polaco-bielorrussa.

Representantes de Kiev e Moscou se reuniram pela primeira vez por cinco horas na segunda-feira na região de Gomel, na Bielorrússia. Inicialmente, Kiev rejeitou uma proposta para que as negociações fossem realizadas na ex-república soviética, acusando Minsk de apoiar a incursão da Rússia.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky expressou insatisfação com a primeira rodada das negociações de paz, insistindo que “até agora, não temos o resultado que gostaríamos de alcançar”.

“A Rússia declarou sua posição. Nós expressamos nossos contra-argumentos [sobre como] acabar com a guerra. Recebemos alguns sinais. Quando a delegação retornar a Kiev, analisaremos o que ouvimos e depois decidiremos como proceder para a segunda rodada de negociações”, disse.

O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou a invasão da Ucrânia na quinta-feira passada, após pedidos dos líderes das recentemente reconhecidas Repúblicas Populares de Donetsk (DPR) e Lugansk (DPR) para “ajudar a repelir a agressão militar ucraniana”.

Putin insistiu que não há planos de ocupação do território da ex-república soviética, argumentando que o objetivo do ataque é a “desmilitarização” e “desnazificação” de seu vizinho.


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