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19/03/2021

Morte de senador Major Olimpio aumenta pressão por CPI da Covid-19

Lideranças avaliam criar um grupo de trabalho integrado também por representantes do Judiciário e do Ministério Público

Foto: Agência Brasil

 A morte do senador Major Olimpio (PSL-SP), o terceiro parlamentar do Senado a não resistir a complicações da Covid-19, aumentou a pressão para a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar a atuação do governo Jair Bolsonaro na condução da pandemia, segundo a CNN Brasil.

O parlamentar, que morreu aos 58 anos nesta quinta-feira (18), defendia a instauração da comissão. A abertura da CPI foi tema do último discurso de Major Olimpio, antes de ser internado e morrer vítima do novo coronavírus.

“A morte de um senador da República por Covid-19 remete ao aumento da temperatura e da tensão no Congresso Nacional. Isso é indiscutível. Com certeza as cargas vão se voltar para poder se instalar essa CPI”, afirmou o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), em entrevista à CNN.

A notícia da morte de Major Olimpio sustou os planos do presidente Jair Bolsonaro, que pretendia ir pessoalmente ao Congresso entregar a medida provisória que garante o retorno do auxílio emergencial, a despeito das medidas restritivas de circulação que as cúpulas da Câmara e do Senado adotaram em razão do agravamento da pandemia.

Comissão

Segundo a CNN, porém, há pouca expectativa entre os parlamentares de que o governo Bolsonaro vá mudar a forma como conduz o combate à pandemia no Brasil. Mesmo lideranças alinhadas com o governo, que rejeitam a hipótese da CPI, articulam alternativas.

O canal apurou que essas lideranças avaliam criar um grupo de trabalho integrado também por representantes do Judiciário e do Ministério Público. Uma espécie de “estado maior”, que faria também a coordenação e trataria da logística da vacinação direto com governadores e prefeitos.

A criação do grupo foi incentivada pela insatisfação pela maneira como foi feita a troca no comando do Ministério da Saúde. Parlamentares queixam-se de não terem sido ouvidos na escolha do cardiologista Marcelo Queiroga e que avaliam que o novo ministro não promete mudanças em relação à gestão do general Eduardo Pazuello.

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